Um dos apetrechos da casa que me agradou logo na primeira visita foi o tanque das traseiras. Nada o destaca dos demais tanques de rega, a não ser:
- a sua localização estratégica no final da viela por onde correm (ou corriam, pois agora entubamos as saídas das caleiras) as águas pluviais da casa;
- um belo e pequeno bacio em granito onde as areias vão sendo depositadas;
- a vista para o quintal e o vale das inverneiras.
As dimensões não eram extraordinárias (cerca de 3×1,5×1,5m), mas o suficiente para prometer momentos de diversão para o pequeno e uns belos mergulhos para os papás.
A tarefa, iniciada em meados de Abril, demoraria meses a ser concluída devido à bendita chuva que tem caído na primavera. Primeiro, tivemos de limpar e raspar o tanque todo por dentro, repleto que estava de musgo, folhas e húmus. Noutra semana, abrimos e rebocámos todas as fendas (e eram muitas) e depois ficámos a ver navios durante um mês para completar a cura do cimento e aplicar duas camadas de argamassa de impermeabilização (Weber KF). Tivemos que suportar ainda mais um mês de espera, porque entretanto choveu imenso e o tanque chegou mesmo a encher: foi preciso esperar que o tempo melhorasse e o interior secasse para aplicar duas demãos de uma tinta azul própria para piscinas (Axton). Por fim, após mais uma semana de espera recomendada pelo fabricante, abrimos as sobras do reservatório para onde desagua a água de uma das fontes naturais da Peneda (fazer chegar a água ao tanque também foi um quebra-cabeças, mas adiante).
O momento com que sonhava há mais de 3 anos finalmente aconteceu no passado Sábado e acabariam por ser precisas poucas horas para encher o tanque de uma água cristalina e fresquíssima que proporcionou de imediato momentos de grande diversão e relaxamento para a família. E depois há ainda aquele barulhinho constante e hipnótico da água a cair que se torna audível no quintal e na varanda.
Um luxo.









como a água corre…mar_a_tona