Já cheira a verão! Esta sexta, em jeito de celebração do final do ano escolar, peguei no João e em três amigos da turma (Matias, Henrique e Fernando) para uma viagem relâmpago a Castro. Tempo magnífico, céu limpo, nada de vento e 30 graus à maneira, Deu para caminhar, conversar, tomar um belo de um banho no Laboreiro (Poço do Contador), comer uma bolonhesa (feita aqui pelo chefe), ir comer um gelado a altas horas da noite à vila (a foto dos dois gatos alquimistas foi tirada lá) e ainda para compor, ensaiar e gravar em vídeo uma canção original em homenagem ao Matias que vai começar a aprender a tocar guitarra (o João e Nando já dominam). Acho que há ali potencial para formar uma banda. Tudo sem internet, TV ou telemóveis. Uma maravilha.



Também aproveitei para preparar atrativo para as armadilhas das vespas asiáticas e ainda para alimentar as colmeias que, para grande espanto meu, já têm uma das alças completamente cheias de mel. Prá semana, lá teremos de fazer uma primeira cresta para libertar uma ou duas alças, pois não tenho que chegue para duplicar todas. Já fizemos o mesmo o ano passado e outra das vantagens destas duas crestas é ficarmos com dois méis com sabor distinto em Junho e Agosto (diferente florações).
Este ano, sensibilizado pela bela palestra da bióloga Ângela Ribeiro em Castro sobre algumas plantas autóctones da terra, resolvi pela primeira vez fazer vontade à Manela e não cortar a relva do jardim das traseiras com tanta regularidade. Quando comprámos a casa há 6 anos, aquilo era um matagal de giestas e silvas monstruosas que, nos anos seguintes (e apesar de ter dado cabo das costas a arrancar imensas raízes), voltam a surgir com imensa força. Ficou-me assim a obsessão de cortar a relva de forma regular durante a primavera para evitar o seu ressurgimento. Mas este ano, não. E que diferença! Como tinha previsto a Manela, não apenas ficámos com o quintal repleto de lindas flores campestres de todas as cores e feitios, como tudo minado de abelhas e outros polarizadores que não se cansam de colher a inaudita proliferação de pólens nas traseiras da casa. Ontem de madrugada, enquanto os pequenos ainda dormiam, estive uma boa meia-hora a olhar com grande alegria para o circuito das abelhas pelo quintal: eram, sem exagero, centenas. Agora, estou mesmo decidido a apenas cortar a relva quando a mesma secar dentro de algumas semanas. Estou curioso se esta decisão terá influência no sabor do mel.


Bôa broa. Assim vale a pena rebolar na relva! Um esplen_dor!